Notícia | Caminhoneiro: uma profissão que exige respeito!

Embora esbanjem coragem, raça e atenção no exercício da profissão, tudo que os caminhoneiros gostariam é não ter que usar tanto destas virtudes. O que esta categoria espera é não ser lembrada somente em situações extremas, como a greve de maio do ano passado que fez o Brasil parar.

Muitas ações são possíveis (e necessárias) para tornar as estradas mais seguras e os caminhoneiros mais valorizados. Muitos deles (ou os donos dos “brutos”), apesar de terem que suportar uma das mais altas cargas tributárias do mundo, já investem grandes somas em seguros, vigilância armada, blindagem de veículos e rastreamento via GPS para não terem um prejuízo ainda maior com o roubo de cargas. Claro que os operadores do transporte rodoviário de cargas também não devem descuidar da manutenção dos veículos de sua frota, o que reduz consideravelmente o risco de acidentes, porém é necessário que o governo e a sociedade em geral se envolvam nesta questão.  Tais ações serão descritas na quarta e última matéria desta série:

 

Governo e sociedade

Aos governos de todas as esferas (sobretudo federal e estaduais), cabe realizar ações de inteligência e repressão para coibir a ação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas. No caso de rodovias pedagiadas, as respectivas agências reguladoras poderiam verificar se as concessionárias estão tomando medidas para coibir tal ação criminosa, tais como iluminação, sinalização e videomonitoramento em pontos estratégicos.

Porém, isso não é o suficiente: o roubo de cargas não existiria caso não houvesse aqueles que compram mercadoria roubada e os consumidores que aceitam adquirir produtos com valor muito abaixo do mercado. Por isso, é preciso levar em conta aquele ditado “quando a esmola é demais, até o santo desconfia” e não estimular atividades criminosas sob o pretexto de economizar uns trocados.

 

Infraestrutura

Na questão da conservação de estradas, vale a pena ler o plano de governo do presidente e dos governadores recém-empossados, e avaliar como cada um pretende investir em melhorias nas estradas que estarão sob seu controle nos próximos quatro anos. A partir de agora, é importante acompanhar a atuação dos escolhidos pelas urnas e cobrar deles o cumprimento das promessas – e isso inclui os parlamentares eleitos para assembleias das unidades federativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal. A cidadania não acaba depois do “CONFIRMA”. Pensem nisso!