Notícia | Semana de avanços nas pautas dos profissionais da estrada

Esta semana trouxe novidades para os profissionais envolvidos no transporte rodoviário de cargas. Nesta terça-feira (15), os ministros da Casa Civil e Infraestrutura anunciaram medidas que aliviam alguns dos principais problemas enfrentados pelo setor e que estão sendo monitorados pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para caminhoneiros autônomos com dificuldades financeiras para manterem seus veículos, foi criada uma linha de crédito de R$ 500 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Podem ser beneficiados com financiamento de até R$ 30 mil (valor exclusivo para troca de pneus e reparos) profissionais que não tenham mais que dois caminhões. Por ora, o governo não informou sobre como serão taxas de juros, prazo de pagamento e nem a partir de quando será disponibilizado este crédito.

Infraestrutura

Os ministros também anunciaram um pacote de investimentos que totaliza R$ 2 bilhões. Deste montante, R$ 500 milhões serão destinados a manutenções pontuais em trechos críticos e R$ 1,5 bilhão em pavimentações e duplicações de rodovias federais fundamentais para a economia nacional.

Exemplo disso é o trecho da BR 163 entre o norte do Mato Grosso e o porto de Mirituba/PA, por onde a safra de grãos do Centro-Oeste poderá escoar para o exterior de forma mais ágil e barata. Obras rodoviárias nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Maranhão também fazem parte do pacote. O governo também estuda a implantação de modelos de concessão que contemplem pontos de parada gratuitos para caminhoneiros e se comprometeu a buscar uma solução para incluir esta melhoria nos contratos já existentes.

Trânsito

O governo também acena para os caminhoneiros por meio de mudanças na legislação de trânsito, como o estudo para aumentar o limite na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 20 para 40 pontos e a redução drástica de radares em rodovias federais. O próprio presidente Jair Bolsonaro impediu a progressão de um projeto que aumentaria em cinco vezes o número destes equipamentos, além de orientar pela não renovação do contrato com as empresas que os detém até que seja feita uma análise sobre onde eles realmente são necessários, sem servirem à “indústria da multa”.